Delação premiada é um caso típico de mal menor

Figura do delator envolve a escolha entre deixar todos impunes ou punir ao menos uma parte

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A Operação Lava Jato trouxe para o debate da sociedade a figura dos delatores, geralmente um político ou um empresário envolvido em corrupção e que, em troca de benefícios, delata os outros participantes dos esquemas corruptos: é a chamada delação premiada.

Em sua coluna desta semana, o professor Renato Janine Ribeiro fala sobre essas figuras, presentes na história atual do Brasil, como também na Inconfidência Mineira e até no combate à máfia italiana. Vale lembrar que Joaquim Silvério dos Reis e Judas, delatores de Tiradentes e de Jesus, respectivamente, estão associados a uma imagem bastante negativa.

Para Janine, não se trata de punir mais ou punir menos um delator (que também é um criminoso). Trata-se de uma escolha entre deixar todos impunes ou punir uma parte – mesmo que para isso desculpemos a outra parte. É uma escolha entre o nada e o alguma coisa. “Agir para combater o crime é muito importante. Desqualificar isso porque alguns ficarão impunes não me parece correto. É uma apologia ao não fazer nada.”

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