Década dos oceanos busca tecnologias sustentáveis para preservar a biodiversidade

Para o professor Bernardo Luis Rodrigues de Andrade, “esse desenvolvimento científico e tecnológico exige a formação de equipes multidisciplinares, não só de engenharia”

Desenvolver a ciência global dos oceanos é fundamental para explorá-los de forma sustentável – Energia Eólica – Foto: Visual Hunt

 

A década dos oceanos, de 2021 a 2030, tem por objetivo promover ações em favor do ecossistema marinho. A proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) envolve diversos países e setores da sociedade civil. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª edição, o professor Bernardo Luis Rodrigues de Andrade, chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da USP, explica a importância desse projeto e a busca por tecnologias inovadoras e sustentáveis para explorar e preservar os oceanos.

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Andrade ressalta que o oceano nos oferece uma série de serviços, como armazenamento de carbono, produção de oxigênio, abriga uma biodiversidade enorme, dá suporte ao transporte marítimo e também nos propicia recursos alimentares, energéticos, minerais necessários para o bem-estar humano.

“Ter informações, desenvolver ao longo destes dez anos, até 2030, o que chamam de ciência global dos oceanos é fundamental para termos o conhecimento necessário para explorar de forma sustentável esses recursos sem causar danos ao meio ambiente oceânico, à sua biodiversidade”, diz o professor.

Os objetivos a serem atingidos ainda estão longe, tendo em vista os problemas de exploração descontrolada de alguns recursos e a poluição. A proposta exige muito trabalho e Andrade acrescenta que “esse desenvolvimento científico e tecnológico exige a formação de equipes multidisciplinares, não só de engenharia”. É necessária, então, a sintonia entre diversas áreas do conhecimento humano.

O currículo do curso de Engenharia Naval da Escola Politécnica, segundo o professor, vem sendo atualizado para atender a essa nova perspectiva e formar profissionais capazes de atuar no novo ambiente oceânico que será formado e com as tecnologias adequadas.


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