Darwin, a fé e os equívocos para com o darwinismo

Colunista lembra o Darwin Day, no último dia 12, data do nascimento do naturalista britânico

Nesta semana em que se comemora o nascimento de Charles Darwin, principalmente nos ambientes universitários do mundo, o professor José Eli da Veiga recomenda a programação do Museu de Zoologia (MZ) da USP, com debates que seguem por toda a semana e exposições que prosseguem até março. Contudo, o colunista alerta que duas situações precisam ser lembradas: a relação entre os que têm fé, principalmente os cristãos, e a teoria darwiniana; e sobre os que acreditam que a teoria do naturalista é relacionada somente às ciências biológicas.

Em relação ao conflito entre a fé e a teoria científica, o colunista recomenda uma visita ao blog “Darwin e Deus”, mantido pelo jornalista de Ciência da Folha de S. Paulo, Reinaldo José Lopes. “Ele tem diversos livros sobre a questão e, além de conhecedor da teoria darwiniana, é um ‘católico fervoroso’”, afirma Eli da Veiga, ressaltando que “ter ou não ter fé é uma questão de foro íntimo”.

Sobre os que fazem uma relação da teoria darwiniana com a biologia, o colunista considera que há aí “um engano imenso”. A teoria darwiniana tem aplicações em todos os terrenos, principalmente nas ciências humanas e na filosofia, e uma das coisas que mais se desenvolvem é a epistemologia evolutiva. O professor Eli da Veiga escreveu um livro sobre isso, intitulado Amor à Ciência. Publicado em 2017 pela Editora Senac/SP, o livro traz ensaios sobre o materialismo darwiniano.

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