Curso inédito busca aprimorar atividades do terceiro setor

Pós-Graduação aposta no planejamento e visão de futuro para a gestão de ONGs na área de saúde

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Com o objetivo de fortalecer o terceiro setor brasileiro e potencializar as atividades de instituições sociais voltadas para doenças raras, foi lançado um curso inédito de pós-graduação dirigido para a gestão de organizações não governamentais (ONGs) na área de saúde. O conteúdo educacional foi desenvolvido na Fundação Instituto de Administração (FIA), com apoio da multinacional Sarepta Therapeutics, líder em medicamentos para doenças neuromusculares raras. O Jornal USP no Ar conversa com  Renata Spears, professora da FIA e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, sobre a elaboração e funcionamento do curso.

Desenvolvido pelo Profuturo FIA, Programa de Estudos do Futuro, o curso vem com a proposta de incentivar ações voltadas para observação, planejamento, gestão e visão de futuro, por meio de aulas teóricas e práticas, além de palestras e troca de experiências que permitam a capacitação dos profissionais para a gestão e a organização do terceiro setor. A professora Renata Spears explica que o curso foi pensado observando-se as características do Brasil, como a ocorrência de doenças raras, a legislação e demais particularidades.

A professora destaca que o curso é híbrido, funcionando com encontros presenciais e atividades on-line. “Começamos com um fim de semana presencial, com aulas e palestras. Agora, a turma terá atividade on-line até o próximo encontro.” O curso possui duração de 18 meses, participação de 12 institutos e 21 alunos selecionados para a primeira turma. A elaboração do conteúdo foi “feita sob medida”, além de ser exclusiva, destaca Renata Spears. Ainda não existia, no Brasil, um curso que refletisse sobre a gestão de ONGs voltadas para pacientes portadores de doenças raras.

Para além da gestão de atividades do terceiro setor, é importante pensar sobre atuações conjuntas, expõe a professora. Não somente as ONGs complementado políticas públicas, mas, sim, atuando em parcerias com o Estado, universidades e sociedade civil para promover melhorias em seu espaço de atuação.

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