Cuidar das cidades na pós-modernidade exige criatividade

Depois do legado modernista, é preciso pensar em como resolver problemas complexos das metrópoles

Em sua coluna, o professor exemplificou a ambiência – conceito que se refere à inclusão e integração em várias áreas, desde a arte até o ambiente e as cidades – com uma viagem recente que fez ao Rio de Janeiro.

Nessa viagem, ele saiu de avião de São Paulo e desembarcou no Aeroporto do Galeão, diferentemente de outras ocasiões, em que pousou no Aeroporto Santos Dumont. O Galeão fica em meio ao complexo da Maré, um conglomerado de comunidades carentes, enquanto o Santos Dumont dá acesso à badalada e rica zona sul do Rio de Janeiro.

“A periferia não recebeu e continua não recebendo atenção do poder público”, constatou Grossmann. Ele relaciona essa situação com o projeto modernista implantado no Brasil no século 20. ¨Hoje temos de lidar com cidades que são 70% informal e 30% formal”, calcula o professor. “O Modernismo conseguiu deixar um legado de 30%. Agora nós temos o desafio, que não é mais modernista, mas pós-modernista: como resolver problemas das cidades brasileiras que são informais? Isso exige grande criatividade.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Na Cultura o Centro está em Toda Parte.


Na Cultura, o Centro está em Toda Parte
A coluna Na Cultura o Centro está em Toda Parte, com o professor Martin Grossmann, vai ao ar toda quarta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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