Crise do coronavírus joga o mundo em um cenário assustador

Suas consequências ameaçam a sobrevivência humana e afetam a saúde da economia, diz Álvaro Moisés

 

A mudança da realidade, provocada pela crise mundial de coronavírus, levou muitos governos a recolocarem o estado nacional no centro das iniciativas destinadas a assegurar a vida das pessoas e, ao mesmo tempo, manter as atividades produtivas.
No caso do Brasil, apesar de o Ministério da Saúde adotar medidas corretas, a condução errática e irresponsável da crise pelo presidente Jair Bolsonaro tem criado confusão, desorientado as pessoas e provocado instabilidade social e institucional em face do seu menosprezo pelas previsões de mortes e pela sua decisão de confrontar governadores e prefeitos, que adotaram políticas de isolamento social recomendadas por especialistas e instituições científicas de todo o mundo.
O professor José Álvaro Moisés cita que “a crise não é só de ausência de uma liderança nacional capaz de unir o País e coordenar os esforços para enfrentar a pandemia. Se a propaganda contrária ao isolamento social prevalecer, o número de mortes será exponencial. O isolamento do presidente vai aumentar e o governo, ao invés de ser visto como cuidando das pessoas, será responsabilizado pelo terrível desastre”.

Qualidade da Democracia
A coluna A Qualidade da Democracia, com o professor José Álvaro Moisés, vai ao ar toda terça-feria às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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