Crise convulsiva pode ser simulação de AVC

Segundo especialista, pressão alta, tabagismo e diabete são fatores de risco para crises epilépticas

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Nesta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre a crise convulsiva, comum durante e após o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo Pontes Neto, “crise convulsiva pode tanto simular AVC como pode ser a primeira manifestação do problema. Alguns pacientes que tenham epilepsia tipo focal, que é a epilepsia que começa no regime específico no cérebro, podem depois de crise convulsiva desenvolver fraqueza que a gente chama de paralisia de Todd. Essa paralisia é uma fraqueza pós-ictal provocada pelo esgotamento das reservas de glicose do cérebro, causada pela crise. Essa paralisia de um lado só do corpo contralateral à região do cérebro, que gerou o início da crise, pode demorar de horas a dias e simular os sintomas de AVC”, explica.

Para o professor, a crise convulsiva pode ser, também, sintoma inicial de AVC isquêmico ou hemorrágico, causado tanto pela isquemia das células nervosas como pela hemorragia, devido à toxicidade, irritação das células nervosas pelo sangue no AVC hemorrágico.

O professor Pontes diz que, nesses pacientes, geralmente não há história prévia de epilepsia, “tem muitos fatores de risco no cérebro como pressão alta, tabagismo, diabete, entre outros”.

Ouça acima, na íntegra, o comentário do professor Octávio Pontes Neto.

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