Criminalizar e reprimir o aborto são ações nocivas para as mulheres

Alexandre Faisal afirma que a nossa política restritiva não funciona e não tem diminuído o número de abortamentos

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O tema de interrupção da gravidez ou abortamento voluntário voltou à tona e causa um enorme impacto na vida da mulher, segundo o professor e médico ginecologista Alexandre Faisal. Uma grande pesquisa nacional sobre o aborto, com mulheres de 18 a 39 anos, mostra que o aborto voluntário é um fenômeno bastante comum com quase uma em cada cinco mulheres, por volta dos 40 anos, já tendo realizado interrupção da gravidez.

Faisal comenta que, em 2015, 466 mil mulheres se submeteram a esse procedimento e entre 2008 e 2017 foram internadas 2,1 milhões de mulheres que se submeteram ao abortamento com um custo de quase R$ 500 milhões para tratamento das complicações dessa interrupção da gravidez.

Nossa legislação é bastante restritiva, explica Faisal. Para o médico é preciso flexibilizar essa lei e também disponibilizar esse tipo de atendimento. O aborto legal e induzido é bastante seguro, uma morte para cada 100 mil procedimentos. “Se esse procedimento em vez de criminalizado fosse legal, muitas mulheres teriam suas vidas preservadas. A questão é que nossa política restritiva não tem funcionado. Não tem diminuído o número de abortamentos. Criminalizar e reprimir é bastante nocivo.”

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Saúde Feminina.

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