Criação de nota de R$ 200 traz vantagens logísticas, mas dificulta troco

Rodrigo De Losso entende que a inserção do novo papel moeda no mercado não deverá gerar inflação

O Banco Central anunciou a criação de cédulas de R$ 200, que devem entrar em circulação a partir de agosto. As notas serão ilustradas com um lobo-guará, e estima-se que 450 milhões delas serão impressas. O professor Rodrigo De Losso, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, explica que a inserção do novo papel moeda no mercado não deverá gerar inflação, pois “haverá simplesmente uma substituição de antigas notas de R$ 50 e R$ 100, por exemplo, pelas novas de R$ 200. A economia só pode ser impactada caso essa reposição não seja feita de forma adequada, ou se o governo imprimir essas notas para pagar suas obrigações, o que não deve acontecer”.

A principal vantagem de colocar a cédula em circulação será logística, com a redução do custo do transporte de valores. “Ao reduzir o número de notas em circulação, é possível transportar mais valor financeiro ao mesmo tempo, gerando um aumento de eficiência em instituições financeiras”, explica De Losso. Entre as desvantagens, está a dificuldade em conseguir troco para R$ 200, o que pode ser inconveniente tanto para o consumidor final quanto para o comerciante.

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