Cresce em 40% o número de suicídios entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos

O médico Miguel Boaratti (HC) comenta os dados fornecidos pelo Mapa da Violência do Ministério da Saúde, no período de 2000 a 2012

Ainda é um tabu falar sobre suicídio no Brasil, principalmente se for entre crianças e adolescentes. Diversos fatores contribuem para o crescimento do suicídio nessa faixa etária, entre eles aqueles ligados à vida moderna, além de aspectos psicológicos e emocionais. Outro fator que contribui para o crescimento dos números é o de que o suicídio está sendo mais divulgado. O preconceito em falar do assunto ainda é grande, mas hoje em dia já há uma divulgação maior dos casos.

Isolamento e falta de interesse nas atividades corriqueiras são sinais de alerta. Quando uma criança ou adolescente deixa de participar de atividades corriqueiras, como, por exemplo, relacionamento com colegas de escola ou parentes, aliado a uma queda no rendimento escolar e ao uso de substâncias, é preciso ficar atento. Segundo Miguel Boaratti, médico colaborador do Programa de Transtornos Afetivos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em entrevista à repórter Simone Lemos, é errado pensar que todos os casos de suicídio têm relação com uma doença mental por trás. A doença mental favorece o aumento da incidência de suicídios, mas esse é um quadro muito mais complexo. Até mesmo uma desilusão amorosa pode contribuir para isso.

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