Cotas partidárias não garantem participação feminina na política

Segundo professora da USP, falta também apoio para as mulheres durante a campanha eleitoral

jorusp

As mulheres são aproximadamente 44% do número total de filiados aos partidos no Brasil, mas, ainda assim, a participação feminina na política é pequena. No Congresso Nacional, por exemplo, dos 513 deputados, apenas 51 são mulheres. Maria Tereza Sadek, professora aposentada do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, colaboradora da Fundação Getúlio Vargas RJ, pesquisadora sênior e diretora de pesquisas do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, falou sobre a baixa participação feminina na política do País.

Atualmente, existem políticas de cota, que garantem uma porcentagem mínima feminina nos partidos brasileiros. Para Maria Tereza, o número alto de mulheres filiadas pode ser resultado apenas dessa exigência, o que não se traduz em participação feminina de fato. Isto é, as mulheres são filiadas, mas não existe espaço nem apoio durante as campanhas eleitorais.

Na opinião da professora, a presença maior de mulheres em cargos que são conseguidos através de mérito, como o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública, já é um avanço. Ela ressalta também que, por uma questão de estrutura social, a mulher encontrará obstáculos em qualquer atividade, não apenas na área política.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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