Coronavírus: prioridade é a prevenção, diz David Uip

Segundo o infectologista, tanto o Estado de São Paulo quanto o Ministério da Saúde já trabalhavam com a possibilidade de pandemia

 

Na quarta-feira (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia do novo coronavírus. Declaração diz que os países devem se manter focados na contenção e combate à doença. Mais de 110 nações possuem registros de contaminação, sendo a Itália aquela com o maior número de casos na Europa. No Brasil, já são 69 registros confirmados de covid-19. Desses, 30 diagnósticos são em São Paulo.

O Rio de Janeiro possui o primeiro caso de contaminação dentro do território nacional e Brasília, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco e Minas Gerais também possuem registros da covid-19.

O professor David Uip, infectologista e coordenador do Centro de Contingência para Coronavírus do Estado de São Paulo, informa que tanto o Estado de São Paulo quanto o Ministério da Saúde já trabalhavam com a possibilidade de pandemia. Avaliando o cenário atual, acredita que terá “uma grande maioria de pacientes assintomáticos ou pouco sintomáticos, um porcentual muito menor de pacientes que vão precisar ser internados e outros que vão precisar de UTI”, diz, e complementa: “O planejamento é, primeiro, de prevenção, e, depois, o enfrentamento da pandemia”.

Sobre a transmissão do vírus e os casos suspeitos, David Uip afirma que “essa história de país de origem deixou de existir. Agora, são 116 países e é preciso entender que todos, ao viajarem para qualquer lugar, podem estar infectados”. De acordo com o professor, além da transmissão local, a tendência é seguir para a transmissão comunitária – quando não é possível saber quem transmitiu o vírus –, mas, ainda assim, são situações previstas.

Segundo David Uip, “o importante é o cidadão saber quando deve procurar o serviço de saúde: primeiro é a febre que vai e volta; em outro momento é a febre que se prolonga; terceiro é quando apresenta algum desconforto respiratório, como falta de ar”. O professor alerta que as populações mais vulneráveis, como os idosos, cardíacos, diabéticos não controlados e pacientes em tratamento oncológico são situações especiais e necessitam atenção.

Ouça a entrevista na íntegra.


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