Para especialista, FIFA faz pouco para combater a LGBTfobia

Num passado recente, a Rússia proibiu homossexuais de demonstrarem afeto em público

A Copa do Mundo é o evento esportivo com maior audiência do planeta. Segundo a Fifa, no último mundial, sediado no Brasil, 3,2 bilhões de espectadores acompanharam o torneio, sendo que 1 bilhão apenas na final entre Alemanha e Argentina. No entanto, o esporte mais praticado em todo o mundo é conhecido por ser machista e nada amigável para com a comunidade LGBT, ainda mais nesta edição que está sendo sediada na Rússia, país que proibiu a chamada “propaganda gay”, impedindo que casais homossexuais demonstrem afeto em público.

A  Fifa é publicamente contra a discriminação relacionada à orientação sexual, e as punições de casos do tipo são equiparadas às de racismo e de intolerância religiosa. Mas para Maurício Rodrigues Pinto, mestre pelo programa interdisciplinar Mudança Social e Participação Política da USP, que estuda questões relacionadas à diversidade sexual e de gênero no esporte, a entidade máxima de futebol faz muito pouco para o combate da LGBTfobia no esporte.

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