Constantes mudanças no Ministério da Educação são preocupantes

Para Renato Janine, pasta está sem rumo. Integrantes parecem ter medo do potencial libertador da educação

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As constantes mudanças de nomes para o Ministério da Educação são muito preocupantes, na avaliação do colunista Renato Janine Ribeiro. Ele lembra que o educador Mozart Neves Ramos era cotado para o cargo de ministro. “Embora eu discorde completamente da política do governo Bolsonaro, senti que o apoio de Viviane Senna a ele no segundo turno tinha rendido um fruto positivo, que era a escolha de um educador de primeira”, diz o professor. Entretanto, houve, dentro do governo, um forte movimento contrário à presença de Mozart no ministério.

Para Janine, o Ministério da Educação apresenta hoje uma perda completa de rumo. Segundo o colunista, nos governos anteriores, o ponto comum era uma grande esperança na educação, educação para permitir que o País se desenvolva econômica e socialmente, que as pessoas sejam mais livres como pessoas, mais ricas, encontrem melhor suas vocações e as realizem melhor, e se tornem, portanto, melhores profissionais, mais responsáveis pelo Brasil.

“Isso não é o tema deles. O tema deles é medo da educação. Eles têm medo do potencial libertador da educação, que veem não como libertador, mas como algo que faz as pessoas fugirem da doutrinação tradicional, moralista, rígida, que, enfim, não tem mais cabimento nos tempos de hoje. Isso precisa, sem dúvida, mudar.”

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ética e Política.

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