Congresso internacional sobre paz vem pela primeira vez ao Brasil

Vanessa Matijascic enfatiza a participação dos jovens, que buscarão soluções para problemas latino-americanos

jorusp

O 11º Congresso do Conselho Latino-Americano de Pesquisa pela Paz (CLAIP) será realizado na USP, promovido pelo Instituto de Relações Internacionais (IRI). “O CLAIP, embora criado em 1977 por argentinos, guatemaltecos, mexicanos e um brasileiro, vem ao Brasil pela primeira vez”, aponta Vanessa Matijascic, pós-doutoranda do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (Nupri). No evento, haverá lançamentos de livros e participação das editoras, com venda de exemplares, workshops, sessões de trabalhos para debate e minicursos.

No dia 21 de setembro, haverá uma celebração do Dia Internacional da Paz. Uma novidade é a programação que precede o evento: o II Acampamento de Jovens Construtores da Paz, que busca estimular encontros e intercâmbios, dentro de uma lógica de pluralidade, diferenças e interculturalidade, que estimule diálogos ativos e processos organizacionais de networking para a construção da paz nas diversas comunidades jovens da América Latina. “A ideia surgiu há dois anos, no último encontro do conselho”, conta Vanessa ao Jornal da USP no Ar.

“Os jovens, no décimo congresso, promoveram esse acampamento e também participaram. Lá, discutiram sobre a possibilidade de criar uma América Latina em um contexto mais pacífico, já que é uma região com uma série de problemas, como crime organizado, narcotráfico e violência. As atividades buscaram estabelecer uma cultura de paz”, lembra a pesquisadora. Nessa reunião, se espera que os participantes criem elos para os princípios da não violência, busca de relações harmoniosas entre as pessoas e a natureza, tenham um desejo de justiça e verdade e reflitam sobre as possíveis direções e caminhos para alcançar esses objetivos na América Latina.

O evento também é aberto ao público em geral. Conforme Vanessa, serão discutidos nas mesas, conferências e painéis assuntos pertinentes da atualidade, no cenário latino-americano. “A intenção é que cada um desses espaços gere um debate. Depois da discussão, se quer tirar um posicionamento do congresso a respeito daquele assunto. Todas as opiniões são bem-vindas. Queremos que esse convite chegue a toda a América Latina”, diz a internacionalista. As situações sensíveis são muitas, desde problemas políticos, como na Nicarágua e Venezuela, até o tráfico internacional de drogas.

O Instituto de Relações Internacionais (IRI) e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) se uniram para trazer o congresso à USP. “Nos dias 16 e 17, se dará a chamada para os jovens interessados no acampamento. Entre os dias 18 e 20, ocorrerão os painéis temáticos. Nesse meio-tempo, serão propostas conferências e mesas-redondas, com um período de almoço entre os horários. Além de especialistas da academia, o evento trará ativistas e promotores da paz, em geral”, descreve Vanessa. Para mais informações acesse este site. As inscrições estão abertas ao público.

O CLAIP é uma associação científica regional sem fins lucrativos, com voluntários que cooperam em pesquisa, educação e promoção com fins científicos em questões de cultura de paz. Além do conselho, existe o IPRA (do inglês, Associação Internacional de Relações Públicas), que também discute paz, para um âmbito global, congregando as reflexões dos braços regionais acerca da promoção da paz.


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