Congresso de ginecologia apresenta dados que empoderam a mulher

O médico Alexandre Faisal diz que a mutilação feminina é uma forma de coibir e restringir o comportamento sexual da mulher

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O ginecologista Alexandre Faisal destaca na edição de hoje dados importantes apresentados no recente Congresso da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, realizado no Rio de Janeiro a cada três anos.

Os temas mais mencionados falaram sobre o acesso à concepção segura, o respeito à paciente por sua preferência em termos de planejamento familiar, a questão da gestação não planejada, o aborto voluntário como questão de saúde pública e, principalmente, sobre a violência do parceiro íntimo e a violência obstétrica. “Esse conjunto de temas mostra a necessidade de empoderar a mulher, dando a ela capacidade de se proteger, de ser amparada pela lei e ter seus direitos reprodutivos garantidos segundo suas convicções e credos”, destaca Faisal.

Outro tema importante é a questão da mutilação genital feminina. Em 28 países da África e do Oriente Médio esta prática ainda é muito comum. Faisal afirma que a prática inclui a remoção total ou parcial do clitóris e o estreitamento da vagina. “Essa cultura procura limitar, coibir e restringir o comportamento e a independência da mulher e principalmente o comportamento sexual.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Saúde Feminina.

 

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