Competição escolar e estresse familiar causam enxaqueca infantil

Especialista da USP diz que mudanças nos costumes podem prevenir crises de enxaqueca

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

A enxaqueca, dor de cabeça crônica que sempre atingiu pessoas de todas as idades, está cada vez mais presente em crianças. Segundo o médico Erasmo Barbante Casella, chefe da Unidade de Neurologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, isso se relaciona com o tipo de vida que a criança está levando: a competição no ambiente escolar  e o envolvimento com preocupações familiares.

Casella adverte que, muitas vezes, a pessoa pode ter enxaqueca durante toda sua vida. Sono diminuído, estresse e alimentação desregulada também estão associados ao problema. O uso excessivo de smartphones e tablets pelas crianças até a madrugada e o aumento de alimentos industrializados podem impulsionar as enxaquecas.

Uma efetiva mudança nos hábitos e costumes ajuda na prevenção das crises, mas o uso de farmacológicos pode ser necessário em alguns casos, segundo o especialista. De modo geral, nos dias de dor é melhor manter repouso, e, apesar das crises serem em sua maioria esporádicas, elas podem durar de 2 a 72 horas.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados