Como promover longevidade com qualidade de vida na menopausa

Exercícios físicos, redução do consumo de açúcar, ingestão de frutas e verduras podem ajudar nessa fase da vida da mulher

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O processo natural da perda de estrogênio pode interferir na longevidade da mulher e trazer riscos de doenças e sintomas como ressecamento da pele, olhos e mucosas, dores nas juntas, dor de cabeça, infecções de bexiga e uretra, baixa libido, depressão, quadro de ansiedade e perda de memória e cognição. Para saber mais sobre os riscos do climatério e tratamentos, o Jornal da USP no Ar conversou com o doutor José Maria Soares Júnior, ginecologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O especialista explica que, após a menopausa, a redução de estrogênio interfere na manutenção da massa óssea, o que cria maior predisposição a desenvolver osteoporose, além da deficiência do hormônio aumentar o risco de doenças cardiovasculares. As ondas de calor, típicas do climatério, também causam dificuldades em relacionamento e insônia. Mas o médico completa ao dizer que existem variações dos sintomas em cada mulher e, quanto mais intensos, maiores podem ser as consequências.

Quanto à questão da memória, o ginecologista esclarece que alguns estudos mostram que a reposição de estrogênio melhora a cognição, porém não serve de tratamento para doenças como Alzheimer e Parkinson. Soares declara que as atividades cognitivas, responsáveis por desenvolver a cognição, possuem benefícios semelhantes ou até maiores que o estrogênio na melhora dos sintomas relacionados à memória na menopausa.

A reposição do estrogênio, segundo o ginecologista, é um caminho adotado pelas mulheres para a resolução do problema, porém ele possui indicações e exclusões, com as quais as pacientes precisam ficar atentas. A intensidade dos sintomas também está relacionada com o estilo de vida da mulher, que muitas vezes é marcado pela falta de atividade física, dieta desbalanceada e estresse, esclarece o médico. Especialistas em saúde da mulher no mundo todo enfatizam a necessidade de exercícios físicos, alimentação com menos açúcar e rica em ômega 3, grãos, frutas e verduras. Soares afirma que a medicina indica uma ação holística, com tratamento por diversos profissionais da saúde que tem como objetivo promover a longevidade com qualidade de vida.

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