Como a ciência pode melhorar a transparência na divulgação de pesquisas

Físico descreve práticas adotadas para ampliar a reprodutibilidade dos resultados de pesquisas científicas

Na coluna “Ciência e Cientistas” de hoje, o físico Paulo Nussenzveig, professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Física (IF) da USP, reflete sobre um artigo publicado na revista Nature no último dia 31 de maio, pelo professor Philip Stark, da Universidade da Califórnia em Berkeley, no qual este aborda a questão da transparência na divulgação de pesquisas e a reprodutibilidade da ciência.

“Tenho uma visão relativamente otimista sobre esse processo: vejo algumas movimentações na comunidade científica para inovar e incrementar a transparência nas publicações”, afirma. “Por exemplo, recentemente, algumas revistas científicas passaram a disponibilizar on-line uma transcrição dos pareceres dos árbitros, juntamente com as respostas dos autores de artigos que publicam.”

De acordo com o professor, os autores têm direito a solicitar que o material permaneça confidencial e os árbitros são informados sobre a prática quando o parecer é pedido. “Caso desejem, os árbitros podem se identificar”, aponta. “Também estão se tornando mais comuns exigências de que informações mais detalhadas sobre materiais, métodos, softwares utilizados etc. sejam apresentadas através de formulários que são tornados acessíveis juntamente com a publicação dos artigos”.

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