Combate à poluição esbarra em interesses econômicos

Brasil mantém padrões artificiais de qualidade do ar e justifica falta de ações com situação econômica

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A poluição ambiental nos grandes centros urbanos é o tema da coluna “Saúde e Meio Ambiente” desta semana. No dia 14/8, comemorou-se o Dia do Combate à Poluição, data que, a princípio, procura conscientizar e encontrar soluções para a contaminação do meio ambiente.

Para o diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, professor Paulo Saldiva, o tema quase não teve repercussão, “embora saibamos que a qualidade de vida e nossa saúde estão intimamente relacionadas com as condições do ambiente em que vivemos”. Ele nota que, embora algumas ações tenham sido tomadas por autoridades ambientais em comemoração à data, “não chegamos ao cerne da discussão, que é como compatibilizar o desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente”.

O professor informa que o Brasil mantém, artificialmente, padrões de qualidade do ar que não refletem o conhecimento produzido sobre o tema pela comunidade científica. “O que se argumenta sempre é que a gente não tem condições econômicas de tomar as medidas necessárias para implementar o padrão. Então, o padrão da Organização Mundial da Saúde não é adotado”, aponta.

Confira, acima, a coluna “Saúde e Meio Ambiente”, de Paulo Saldiva.  

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