Com prisão de Azeredo, tentáculos da Lava Jato chegam ao PSDB

Para André Singer, o PSDB é o único partido a ter escapado das consequências da investigação da Lava Jato até o momento

Sob a acusação de peculato e lavagem de dinheiro, foi preso ontem (23) o ex-presidente nacional do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, fato que é analisado pelo cientista político André Singer em sua coluna semanal, Poder e Contrapoder, para a Rádio USP. Em seu comentário, ele chama a atenção para o detalhe de ser Azeredo o primeiro acusado do PSDB a chegar à prisão.

Até agora, somente o PT havia sido o alvo preferencial da Operação Lava Jato, assim como, a partir de um certo momento, também o MDB, o que acabou levando personalidades de grande destaque na política nacional para trás das grades. Porém, nada disso havia ocorrido com o PSDB, “apesar de nós termos comentado diversas vezes aqui que os indícios de que havia um processo sistêmico de financiamento da política, por meios que não são legais, envolvessem o conjunto do sistema partidário e, portanto, também o PSDB”.

Na opinião de Singer, a conclusão a que se pode chegar, a partir daí, é de que há um processo de legitimação da Lava Jato, o que, por sua vez, representa uma má notícia para a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência – e, de quebra, para o PSDB como um todo. Existe a possibilidade de que a prisão de Azeredo detone uma sequência de prisões e/ou condenações dentro desse partido. Ainda segundo o colunista, todo o sistema partidário brasileiro – que gira em torno de PT, MDB e PSDB –  está sob forte pressão.

Ouça o comentário completo de André Singer no link acima.

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