Com maior incidência no inverno, queda de idosos exige cuidados na prevenção

Dennis Barbosa, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, detalha os tipos de fratura que mais acometem os idosos e os meios de prevenção

 01/06/2021 - Publicado há 4 meses
O aparecimento de fraturas acaba sendo mais comum em idosos e algumas delas podem ser bastante graves – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Quando chegou, a pandemia do novo coronavírus indicou que idosos estariam entre o grupo de risco para casos mais graves da doença covid-19. Ao mesmo tempo, a medida mais eficaz para prevenir a contaminação, além da vacina, máscaras e álcool em gel, é o isolamento social. Somando esses dois fatores, junta-se o fato de que, no inverno, há maior incidência de quedas entre idosos, o que requer um cuidado especial, tendo em vista também a superlotação de hospitais causada pela pandemia.

“A população tem ficado mais idosa. Então temos pessoas vivendo mais tempo e, com isso, aumenta-se o número de pessoas que têm queda e fraturas. No inverno, nós temos mais gasto de energia para produzir calor, ficamos mais tempo em casa, às vezes colocamos um calçado escorregadio e,  principalmente à noite, os idosos têm uma tendência maior de ir ao banheiro urinar. Quanto mais levantar da cama sem prestar atenção nos passos, maior a chance de queda”, explica o médico Dennis Barbosa, traumatologista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da FMUSP, ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

De acordo com ele, a queda mais comum em idosos é a da própria altura. O aparecimento de fraturas acaba sendo mais comum nessa população do que em pessoas mais jovens e a gravidade pode depender também de outros problemas que o indivíduo pode possuir, como osteoporose e até diabete. “Cada fratura é individualizada para aquela pessoa. As fraturas mais perigosas são as do quadril. Normalmente, essas fraturas são de tratamento cirúrgico para a grande maioria das pessoas para que elas não fiquem muito tempo restritas ao leito, o que pode ser um problema para uma pessoa mais idosa. O objetivo é tratar cirurgicamente para devolver a chance de locomoção e reabilitar esse paciente o mais rápido possível”, relata o doutor Barbosa, lembrando também de fraturas na coluna, que são menos graves por não prejudicar tanto a locomoção.

Quanto à prevenção para o longo prazo, o doutor lembra do trato à osteoporose: “A prevenção da osteoporose vem na vida toda. O que é importante? Alimentação balanceada, realizar atividade física, tomar sol, ou seja, manter os níveis de vitamina D em padrões ótimos e, quando a doença já está instalada, a gente tem que fazer com que esse desgaste ósseo seja mais lento. Aí existem medicamentos, além das medidas que já orientamos. Tem que prestar atenção. As mulheres são mais acometidas por conta das alterações hormonais. Então, a mulher tem que tomar muito cuidado para não desenvolver uma osteoporose grave e o risco grande de ter uma fratura”.


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