Colunista comenta politização como forma de combate ao autoritarismo

Sucesso de reivindicações populares ressalta diferenças entre cenários políticos britânico e chinês

O premiê britânico Boris Johnson enfrentou duas derrotas seguidas nesta semana, já que a Câmara dos Comuns aprovou uma proposta de lei que impede a realização do Brexit sem um acordo e rejeitou a realização de uma nova eleição-geral. Enquanto isso, em Hong Kong, as semanas de protestos civis deram resultado: a lei que permitiria extraditar suspeitos de oposição do governo para a China continental foi revogada.

Na coluna de hoje, Marília Fiorillo comenta as diferenças entre as políticas britânica e chinesa, dizendo que “a fórmula ‘vai ser assim porque eu quero e porque eu mando’ nem sempre dá certo”, em referência à tentativa de Johnson de dissolver o parlamento inglês. As disparidades em relação às reivindicações acatadas em Hong Kong são ressaltadas pela especialista ao indicar a participação política como forma de reclamar direitos e combater o autoritarismo. “Existem lugares em que o líder do governo não faz o que quer só porque quer, assim como há lugares em que a população tem uma tradição politizada arraigada, onde seus protestos conseguem resultado”, diz.

Ouça no player acima a coluna Conflito e Diálogo.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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