Cientista político comenta a intervenção na segurança pública do RJ

Segundo Álvaro Moisés, situação pode ser lida de diversas formas, mas não nega mau funcionamento do Estado

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP

Foi instaurada, na sexta-feira passada (16), no Estado do Rio de Janeiro, a primeira intervenção federal desde a promulgação da Constituição de 1988. A respeito do fato, o cientista político e colunista da Rádio USP, José Álvaro Moisés, ressalta que a intervenção é resultado da falta de funcionamento do Estado, e também aponta para as diversas circunstâncias que permeiam tal feito do governo federal.

Segundo o professor, a intervenção foi feita sob o pretexto de que a situação de insegurança no Rio de Janeiro poderia provocar consequências em outros Estados da nação. Contudo, ele também ressalta que, segundo os críticos do governo, a medida se configura em uma maneira de deslocar o tema político da Reforma da Previdência, a qual não tem condições de ser aprovada, para a questão da segurança: “A segurança é um problema real do Brasil que precisa ser enfrentado”, complementa.

Sobre o intuito do general Walter Braga Neto de intervir na estrutura das polícias cariocas e combater a corrupção, Álvaro Moisés foi enfático: “O expurgo de corruptos da política e da administração pública não depende só de uma intervenção”, afirmou.

Para ouvir a opinião de Álvaro Moisés na íntegra, confira a entrevista completa no player acima.

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