Ciência brasileira deve focar em inovação e bioeconomia

Nova diretoria da ACIESP foca em estratégias para aproximar conhecimento científico dos setores produtivos

A nova diretoria da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) tomou posse. A inovação é a tônica para os cientistas que passam a integrar a gestão, com objetivo de integrar o conhecimento acadêmico ao setor produtivo e à sociedade em geral. Para saber mais sobre isso, o Jornal da USP no Ar conversou com a professora Vanderlan Bolzani, do Instituto de Química da UNESP, nova presidente da Academia, e com Paulo Artaxo, vice-presidente e professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP.

O evento de posse foi adiado por conta da pandemia de coronavírus enfrentada pelo País, sem nova data definida ainda. Artaxo acredita que, mais do que nunca, “nesse momento, a ciência vem se tornando cada vez mais importante na nossa sociedade”. No entanto, ele ressalta que a “ciência requer financiamento a longo prazo e uma visão de futuro de país coerente”, para que atinja todo seu potencial e beneficie a sociedade.

É por isso que Vanderlan reforça a responsabilidade dos cientistas nesse momento e explica que o foco da diretoria é a inovação, pois “isso isso facilita com que o setor empresarial utilize o conhecimento geral e científico para gerar bens e valores para o desenvolvimento econômico e social do país”. Ela também acredita que o Brasil possui enorme potencial em termos de densidade econômica e recursos naturais, e que a utilização disso é algo de interesse nacional, no que o vice-presidente complementa: “A bioeconomia brasileira ainda tem muito oferecer, e a ciência precisa explorar isso para que depois a indústria possa levar à sociedade em maior escala”.

Ambos os cientistas também defendem que a responsabilidade pelo avanço da ciência brasileira é coletiva, e para isso é importante uma conscientização pública. “É extremamente importante ter uma ponte com a mídia para mostrar como o conhecimento científico pode guiar políticas públicas que beneficiem a população”, conclui o professor da USP.

Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.


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