Centro de Estudos da Metrópole: 20 anos pesquisando a desigualdade no Brasil

Eduardo Marques, novo diretor do núcleo, conta que os novos subprojetos do CEM tratarão da desigualdade na mobilidade e da governança orçamentária de metrópoles

O Centro de Estudos da Metrópole (CEM) da Universidade de São Paulo completará em breve 20 anos de pesquisa, com nova diretoria e novos projetos, com temáticas sobre as desigualdades no transporte e outro que tratará da governança orçamentária de metrópoles. “O CEM vai completar em breve 20 anos e vem produzindo conhecimento, principalmente, sobre aspectos relacionados com desigualdade social na metrópole. Produziu mais de 400 artigos em periódicos nacionais e internacionais, mais de 60 livros, mas a gente não faz apenas pesquisa, a gente também faz atividades de difusão de conhecimento, que é entendida como a disseminação de informação para não especialistas”, comenta Eduardo Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e novo diretor do CEM.

Com esse foco nas desigualdades sociais, o CEM estuda em um sentido amplo essas questões, tanto em contextos econômicos quanto em espaciais ou sociais e, mais especialmente, em contextos urbanos. Nesse sentido, um dos novos subprojetos trata sobre desigualdade na mobilidade. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, Marques explica que a intenção é comparar as metodologias de quantificação e análise de desigualdade e mobilidade na metrópole, apoiando, assim, a formulação de políticas públicas na área de transportes e priorizando a população mais vulnerável.

O outro subprojeto é sobre a governança orçamentária de metrópoles, um projeto comparativo que envolve diálogo com pesquisadores em Paris e Londres, que busca analisar os aspectos políticos que estão por trás do orçamento, algo que tem enormes consequências e que envolve uma série de atores políticos que estão mobilizados para sua produção e execução. Além desse contexto, o subprojeto também vai analisar a importância do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no orçamento da cidade de São Paulo, comparando com outros municípios brasileiros.

O diretor aproveita para comentar como a pandemia impactou os estudos das desigualdades sociais existentes. “A gente tem essas desigualdades sociais em um olhar multidimensional e diversas dessas dimensões da desigualdade têm sido impactadas pela pandemia, tanto aumentando a desigualdade quanto tornando grupos vulneráveis, considerando as desigualdades prévias”, explica Marques.

Saiba mais ouvindo a entrevista completa no player acima.


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