Caucasianos têm maior tendência à perda da visão central

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) pode atingir 25% da população que tem média de 75 anos de idade

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Quanto mais avança a idade da população, mais problemas de visão se tornam presentes. Umas das doenças mais comuns é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Uma doença que ocorre em uma parte da retina chamada mácula e que leva à perda progressiva da visão central.

Percepção visual do espaço – Visual Hunt – CC

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, o professor e oftalmologista Rodrigo Jorge, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, conta que a doença é um problema do desenvolvimento da retina com a idade: “Essas alterações acontecem vagarosamente no decorrer da vida, mas elas podem ser abreviadas em pacientes com predisposição genética, principalmente em brancos descendentes de europeus”.

O professor lembra que fatores como cigarro e a alta incidência de raios ultravioletas também podem colaborar para o desenvolvimento da doença. “Com prevalência em idosos com mais de 75 anos, é estimado que atualmente um quarto da população tem alguma alteração da degeneração do envelhecimento da mácula. Essa degeneração costuma causar alterações que, em uma pessoa sem a predisposição médica, permite uma certa qualidade de vida. Entretanto, nos predispostos, a perda de visão e os danos, principalmente nas células que captam a luz, são maiores”, diz Jorge.

Para os portadores da doença, o professor lembra que o cuidado deve ser redobrado – afinal, problemas para enxergar de perto, de longe e, principalmente, em detalhes são maiores. “O campo periférico geralmente é preservado, o paciente consegue andar sozinho e realizar as atividades domésticas, no entanto, na hora de ler, ver televisão, ele não enxerga os detalhes.” Jorge lembra também que na rua os cuidados devem ser maiores, afinal, por não enxergar os detalhes dos carros, essas pessoas ficam estritamente proibidas de dirigir.

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