Casos mais graves de febre amarela têm alta letalidade

Infectologista do Hospital das Clínicas revela mudança de rotina na UTI e ressalta a importância da vacinação

O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) teve alteração em toda sua rotina por conta da febre amarela. A doutora Ho Yieh Li, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias, contou que o hospital passou a receber pacientes após ser avaliada a situação no município de Mairiporã, onde morriam diariamente de 5 a 7 pessoas, vítimas da doença.

Os pacientes foram avaliados em três grupos de gravidade: os que não precisam de internação, mas são acompanhados diariamente; os que podem ser internados na enfermaria, transferidos para o Emílio Ribas; e os casos mais graves, que foram internados na UTI do hospital.

Após 45 dias desde o início do trabalho no Hospital das Clínicas, os números escancaram a gravidade da situação. De 90 pacientes internados durante esse período, 62 tiveram a febre amarela confirmada e 36 morreram, mais da metade. A infectologista explica que nem todos os pacientes desenvolverão a forma grave da doença, mas, entre os que desenvolvem, a taxa de letalidade é altíssima. Por essa razão, a vacinação, única forma de prevenir a doença, é de suma importância.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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