Casos de matança generalizada podem estar ligados à falta de laços sociais

O colunista refere-se aos casos de pessoas que invadem espaços públicos ou privados para cometer assassinatos em massa

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No caso mais recente de “loucura armada” ocorrido nos EUA, um homem invadiu um jornal na cidade de Annapolis, perto de Washington, matou cinco pessoas e feriu outras três antes de ser detido pela polícia. Ao comentar o episódio em sua coluna, o professor Renato Janine lamenta que tais casos, tão espantosos, sejam tristemente regulares, absolutamente gratuitos, aleatórios e sem qualquer motivação em sua violência desenfreada, irracional e ilógica. “Praticamente sempre, para não dizer sempre mesmo, esses crimes são cometidos por pessoas que não têm laço social, são pessoas que sofrem muito […], pessoas que padecem de uma solidão muito grande”, argumenta o colunista.

Mesmo o Brasil não está livre desse tipo de incidente, como ocorreu alguns anos atrás, no caso que ficou conhecido como o “massacre de Realengo”, no Rio de Janeiro – um ex-aluno invadiu uma escola e matou vários de seus colegas antes de cometer suicídio. Episódios como esse, segundo Janine Ribeiro, evidenciam a falta de laços sociais, o que faz com que certos indivíduos só se relacionem por meio de redes sociais e de sites que, muitas vezes, fomentam o discurso do ódio e facilitam o acesso a armas. As pessoas se ressentem da falta de um contato social mais sólido – um contato físico, um abraço – e se vingam do mundo. E isso, de acordo com Janine Ribeiro, tem ocorrido com uma frequência muito grande.

Para o colunista, só a melhora da qualidade dos laços sociais é capaz de enfrentar esse tipo de situação. Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ética e Política. 

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