Captação de inteligência deve avançar com ressonância magnética

Professor diz que pesquisas envolvendo o exame podem revelar relação de áreas do córtex com capacidade cerebral

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Estudos recentes avançam na área da neurociência com métodos de captação de inteligência em humanos. Carlos Ernesto Garrido Salmon, do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, conta que a ressonância magnética tem se apresentado como uma técnica promissora de medição da capacidade cerebral.

O conceito de inteligência está longe de ser um consenso. No entanto, existem medidas de captação de circuitos nervosos aceitas pela comunidade médica, que podem ser utilizadas como parâmetro. O que se tem feito nas recentes pesquisas é uma série de captações de imagens cerebrais através do exame de ressonância magnética. Depois, as imagens são processadas e se buscam relações entre os resultados obtidos e as medidas de inteligência existentes.

O professor conta que um dos objetivos dessa técnica é conseguir vincular determinadas regiões corticais com índices de capacidade cerebral. A partir do entendimento do cérebro como uma rede complexa de atuação conjunta, sabe-se que a inteligência não se concentra em uma só parte desse órgão. Além disso, implicações clínicas podem resultar dessas pesquisas, como a descoberta de relações entre as informações obtidas a partir das neuroimagens e a predisposição a doenças neurológicas.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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