Exposições viram cenários para “selfies”

Hiperconexão e dispersão do público desafiam museus e exposições de arte

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Nas exposições de arte, é cada vez mais comum ver os visitantes fazendo selfies diante das obras de arte. A célebre Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, acaba se transformando em cenário para incontáveis rostos desconhecidos. No Museu de Arte Contemporânea da USP, a preferência é pelo gato gigante criado pela artista Nina Pandolfo. Tirar uma foto ao seu lado é irresistível. Daí a importância do tema deste ano do Museum Day: Museus Hiperconectados: Novas Abordagens, Novos Públicos. O evento é promovido pelo Icom – Conselho Internacional de Museus.

O tema do Museum Day deste ano reflete o impacto das mídias digitais e da internet nos museus, tanto no que diz respeito à sua organização interna, quanto às formas como os museus se relacionam com seu público e vice-versa”, explica Giselle Beiguelman, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “O uso cada mais intenso de celulares têm transformado algumas exposições, em particular as de grande público, em verdadeiros pontos de selfie. Não que fazer selfie em exposições seja um problema. Problema é esvaziar completamente a experiência, suprimindo o contato com a obra pelo mero registro de um autorretrato e o uso da hashtag de divulgação.”

Nesse contexto, Giselle aponta a relevância do projeto educativo da 33a Bienal, que acontece a partir de setembro. “Esse projeto tem o sugestivo nome de Convite à Atenção. Foi pensado como um sistema abrangente, que possa funcionar não apenas para essa edição do evento, mas como um projeto de educação pública. Privilegia a experiência e o contato e para entrar no processo é preciso colocar o celular em modo avião.”

Quem quiser saber mais sobre o tema apresentado ouça no link acima a íntegra da coluna. Mais informações sobre o tema acesse:

www.desvirtual.com

 

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