Brasil pode aprender com o processo eleitoral francês

Segundo Gilson Schwartz, há muito que aprender com o processo eleitoral francês, que agora segue para o segundo turno

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As eleições presidenciais na França são o tema da coluna “Iconomia”, do professor Gilson Schwartz.  Segundo ele, os resultados do pleito  não surpreenderam, embora seja difícil digerir e mesmo imaginar tendências a partir de agora. O avanço da extrema direita já foi cantado em prosa e verso, comparado a ameaças semelhantes na mesma União Europeia, nos Estados Unidos e até na América Latina. O candidato que se opõe à herdeira maior do fascismo e do antissemitismo francês, Marine Le Pen, é o supostamente centrista Emmanuel Macron, que se propõe a agradar ao mesmo tempo à esquerda e à direita. Mas que também traz uma visão bastante conservadora, quando afirma que não se trata de contraposição entre esquerda e direita, mas de reafirmação do “ser francês”.

Apesar das diferenças entre França e Brasil, há muito que aprender com o processo eleitoral que segue para o segundo turno. E há semelhanças notórias, da multiplicação de microcandidaturas sem tempo na televisão ou força econômica à formação de alianças do tipo salada de fruta entre lideranças, que até pouco tempo diziam-se inimigas mortais, passando pelo índice de abstenção que é próximo de 25% do eleitorado (lá o voto não é obrigatório).

Há, no entanto, uma semelhança gritante e assustadora: lá, como cá, fala-se mais de tudo o que é preciso desmontar do que de tantas coisas que é preciso construir.

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