Brasil não pode retroceder na questão do desenvolvimento sustentável

José Eli da Veiga considera que o atual momento do País não seja dos melhores, em relação à sustentabilidade, e analisa as recentes notícias no plano global

 

Mesmo não vendo como positivo o momento pós-eleições no País, o professor José Eli da Veiga aguardará mais notícias sobre o governo recém-eleito. “Vou esperar novos sinais da formação do novo ministério para uma análise mais precisa em relação aos rumos do desenvolvimento sustentável”, diz. O colunista lembra que a situação já não estava boa no governo anterior. Segundo Eli da Veiga, houve períodos de avanços nos dois primeiros governos Lula, com Marina Silva e Carlos Minc, que foram ministros do Meio Ambiente. “Depois disso, houve retrocessos na área de sustentabilidade desde o primeiro governo Dilma Rousseff e com a derrota na votação do Código Florestal”, lembra. “Será terrível retroceder ainda mais”, considera o professor.

“E no plano global as notícias também não são das melhores!”, lamenta o colunista, destacando três recentes notícias. A primeira delas, veiculada na revista National Geographic, informa que praticamente todo o sal de cozinha que é consumido pelo homem contém microplásticos. “No plástico é que está grande parte dos desreguladores endócrinos”, alerta Eli da Veiga. Outra notícia mostra que o homem ainda é o grande agente poluidor do mundo. De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), chega a 600 mil por ano o número de crianças mortas por causa da poluição. A terceira notícia é sobre o relatório Planeta Vivo 2018, da rede WWF, divulgado no último dia 30, que mostra a continuidade do declínio da fauna selvagem.

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Sustentáculos.

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