Brasil mantém evolução em olimpíadas internacionais de Física

Professor diz que participantes ingressam nas melhores universidades e têm bom desempenho no ensino superior

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Na 49ª Olimpíada Internacional de Física, realizada em Lisboa, entre os dias 21 e 29 de julho, dos cinco representantes brasileiros, todos foram premiados com uma medalha. A competição reuniu estudantes do ensino médio de 90 países e contou com mais de 400 participantes. O Brasil ocupou o 28º lugar dentre todas as nações representadas. Com parte do treinamento dos alunos feito na Universidade, o Jornal da USP no Ar conversou com o professor Airton Deppman, do Instituto de Física (IF) da USP, que acompanhou a trajetória dos estudantes na competição.

A primeira participação do Brasil nesses jogos ocorreu no ano de 2000 sem bons resultados. Mas, com uma evolução contínua, o País começou a receber menção honrosa em anos posteriores e hoje, quando participa, consegue alcançar o pódio.

A equipe de estudantes é formada pelo paulista Thomas Rosswhite Bergamaschi, o único dos cinco a conseguir uma medalha de prata, e pelos cearenses Paulo Toshio Kitayama, Levy Bruno do Nascimento Batista, Nicolas Meira Sinotti Lopes e Matheus Barros da Silveira, que conquistaram uma medalha de bronze. Eles foram selecionados após se destacarem nas Olimpíadas Brasileiras de Física e foram preparados pelo Comitê de Seleção Olímpica Internacional, composto, além de Deppman, pelos professores Munemasa Machida e José Joaquin Lunazzi, ambos do Instituto de Física da Unicamp, Mário Ueda, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e José Roberto Piqueira, da Escola Politécnica (EP) da USP. Os treinamentos foram realizados nos Institutos de Física da USP e da Unicamp, Escola Politécnica da USP, Inpe e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Os estudantes também vão participar das Olimpíadas Iberoamericanas de Física e foram convidados a representar o Brasil nas Olimpíadas de Física da Europa.

O professor conta que, geralmente, os estudantes que obtêm bons resultados nessas competições conseguem ingressar nas melhores universidades do Brasil e do mundo, como ocorreu com um dos alunos que hoje estuda no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e outro que está se preparando para ingressar na Universidade de Oxford. Além disso, recentemente, foram criadas as Olimpíadas Universitárias Latino Americanas e os primeiros quatro colocados foram brasileiros. Ele destaca que esses estudantes costumam ter também bom desempenho no ensino superior.

Deppman lamenta o corte de verbas para educação e alega que só é possível melhorar o desempenho do País nessas competições com base no investimento.

Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93,7, em Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Ouça, no link acima, a íntegra da entrevista.

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