Brasil foi bem nos jogos paralímpicos, diz professor

Professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP considera positivo o desempenho do Brasil na Paralimpíada do Rio de Janeiro

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Acompanhe a entrevista do repórter Fabio Rubira com o professor Ary Rocco Junior, da Escola de Educação Física e Esporte da USP:

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Paralimpíada encerrada, o Brasil ficou em 8º lugar no quadro de medalhas, obtendo, no total, 72 delas: 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze. A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) era terminar a competição em quinto lugar, objetivo estabelecido ainda em 2009. Apesar de o resultado não ter sido o esperado, o professor Ary Rocco Jr., da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE), em entrevista ao repórter Fabio Rubira, faz uma avaliação positiva do desempenho dos atletas paralímpicos brasileiros.

De acordo com Ary Rocco Junior, coube às TVs públicas cumprirem o papel que os grandes veículos de comunicação se recusaram a preencher - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com Ary Rocco Junior, coube às TVs públicas cumprirem o papel que os grandes veículos de comunicação se recusaram a preencher – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

” A avaliação positiva”, diz ele, “fica baseada no fato de que, apesar da queda no quadro geral de medalhas (de 7º em Londres para 8º agora), houve aumento no número de medalhas conquistadas (de 43 lá para 72 aqui)”. Outro aspecto, na avaliação dele, a merecer destaque, refere-se ao bom desempenho dos atletas paralímpicos em modalidades como ciclismo, voleibol sentado e halterofilismo, nas quais o Brasil conquistou medalhas inéditas, muito embora o maior número delas tenha sido obtido nas áreas mais tradicionais do esporte paralímpico nacional, ou seja, atletismo e natação.

O professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP frisa que nunca se investiu tanto no esporte, tanto olímpico quanto paralímpico, como agora. “As condições podem não ter sido as mais adequadas, mas foram as melhores possíveis.”  Do ponto de vista do esporte paralímpico, o grande trunfo foi a inauguração do Centro de Treinamento na Capital, equipado para 15 modalidades, fruto de um convênio entre o Ministério do Esporte e o governo do Estado de São Paulo. Ary Rocco espera que haja uma sequência desse trabalho. No caso específico do esporte paralímpico, ele não vê como, no atual estágio de maturidade, não depender dos recursos públicos, “pelas próprias características das competições paralímpicas e pelo fato de se conseguir mostrar para a sociedade a perspectiva de uma inserção social”.

Por fim, ele acredita que os jogos paralímpicos despertaram  bom interesse do público,  mas lamenta que as emissoras de TV comerciais não tenham dado o devido destaque à competição, relegando-a “aos melhores momentos na madrugada”. Com isso, em sua opinião, perdeu-se a oportunidade de mostrar à sociedade quão interessante é o esporte paralímpico e o quanto pode transmitir de valores positivos à população. Para ele, coube às TVs públicas cumprirem o papel que os grandes veículos de comunicação se recusaram a preencher.

Na Paralimpíada do Rio 2016, os cinco mais bem classificados no quadro geral foram China (239 medalhas), Grã-Bretanha (147), Ucrânia (117), EUA (115) e Austrália (81).

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Confira abaixo o vídeo “USP – Outros Jogos”
As Olimpíadas são um dos maiores eventos esportivos do planeta. Mas será que são inclusivas? Quatro pesquisadores que trabalham com esporte apresentam diferentes visões sobre o tema.
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