Boa gestão das cidades depende da atenção do eleitor às propostas dos candidatos

Segundo Fernando Coelho, é importante que os eleitores se atentem às propostas divulgadas durante a campanha para avaliar as pretensões dos futuros gestores municipais

 03/11/2020 - Publicado há 12 meses

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A pandemia causada pelo novo coronavírus impõe novos desafios aos candidatos às prefeituras e Câmaras de vereadores neste ano. Segundo especialista, nas eleições municipais de 2020, as áreas priorizadas para atuação dos candidatos são educação, saúde, segurança, emprego e é importante que os eleitores se atentem aos planos de governo divulgados para avaliar quais as pretensões para lidar com as adversidades impostas pela pandemia e quais as propostas para as cidades.

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, Fernando Coelho, do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas e coordenador do Laboratório de Gestão Governamental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, explica que a pandemia força a diminuição da frequência dos debates nos meios de comunicação, portanto, é essencial que os eleitores visitem os sites e as redes sociais dos candidatos para conhecerem os planos de governo, se as ideias estão dentro da ossada municipal e se consideram a origem dos recursos financeiros.

Apesar de ser comum que alguns candidatos não foquem na divulgação de suas ideias, o professor Coelho informa que a Lei nº 12.034, de 29 de setembro de 2009, obriga a apresentação das propostas junto ao registro da candidatura e pode ser tanto um plano de governo detalhado quanto uma carta de intenções, geralmente reduzida, onde constam as ideias defendidas pelos candidatos. “Não há uma obrigatoriedade na legislação sobre a forma e o conteúdo dessas propostas a serem defendidas pelos candidatos, mas é muito importante então que os eleitores estejam atentos a esses planos de governo.”

Conforme o professor, apesar das propostas dos candidatos, não é possível resolver todos os problemas de uma só vez. A tendência é ocorrer uma priorização de propostas. Por conta da pandemia, a situação financeira dos municípios brasileiros está agravada, então, é preciso que ocorra articulações entre os governos municipal, estadual e federal para complementar as ações em políticas públicas das cidades, além de ser necessário, após as eleições, ajustar as propostas de governo à realidade do orçamento municipal: “70% dos municípios no Brasil dependem fortemente das transferências intergovernamentais. A realidade é que o cobertor é curto e devemos ter clareza de que governar é priorizar e de como os governantes vão utilizar os recursos para resolver problemas”.

Ouça a entrevista na íntegra pelo player acima.


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