Bióloga da USP é premiada na área de ciência pela revista “Claudia”

Linha de pesquisa investiga alteração genética em mosquitos para criar linhagem que não transmite doenças

Professora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP é premiada pela revista Claudia na categoria Ciências, que promove o trabalho de cientistas no País. O prêmio, concedido por indicação, homenageia mulheres sul-americanas de destaque na área. O Jornal da USP no Ar conversou com a doutora Margareth Capurro, ganhadora do prêmio, bióloga responsável pelo Laboratório de Mosquitos Geneticamente Modificados do ICB da USP, sobre sua linha de pesquisa.

Foto: USP Imagens

A professora classifica o prêmio como de extrema importância, pois incentiva mulheres cientistas, reconhecendo suas carreiras e resultados de estudos. Sobre o papel das mulheres na ciência, Margateth Capurro afirma que sempre tiveram participação ativa na academia, porém precisam enfrentar uma gama de homens com títulos mais importantes dentro da área.

A linha de pesquisa da bióloga investiga formas de combate do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, febre amarela urbana, zika e chikungunya. A primeira linha de estudo, já em fase de produção e testes, visa a desenvolver mosquitos estéreis a partir de modificações genéticas. A especialista explica que a liberação desses mosquitos transgênicos, dentro de um controle integrado, possibilita a redução de sua população. Antes, a esterilização era feita com radiação, o que gerava receios por conta da contaminação. Com a técnica genética, Margareth garante  eficácia e segurança.

Outro estudo relacionado à transgenia,  ainda não completo e em investigação por cerca de 20 anos, permite a criação de um modelo suicida, em que o mosquito morre quando contaminado com o vírus da doença. Dessa forma, segundo Margareth, a transmissão seria bloqueada e a convivência com o ser humano não seria prejudicial. A pesquisa foi financiada pela Agência Internacional de Energia Atômica, ligada à Organização das Nações Unidas, por isso sua distribuição será gratuita entre os países membros. A especialista completa ao dizer que o Aedes aegypti pode e deve ser combatido.

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