Bioenergia traria ganhos econômicos, climáticos e de saúde

Centro de Pesquisa da USP busca trazer fontes como biogás e gás natural para a matriz energética do país

  • 26
  •  
  •  
  •  
  •  

jorusp

A USP é um dos pólos de pesquisa e desenvolvimento no país, e isso não se restringe a tecnologias, ciências humanas ou à saúde. O momento USP inovação desta semana traz um exemplo de excelência na área de inovação energética na universidade: o Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI, em inglês). Ele teve início em 2016, com pesquisas nas linhas de engenharia, físico-química, e política energética e econômica, além da expansão, no ano passado, para o abatimento de emissões de gás carbônico. Essas pesquisas têm sido bem sucedidas e trazido retornos à comunidade.

O professor Julio Romano Meneghini, diretor científico do RCGI, comenta, por exemplo, que o centro tem contribuído na questão climática. “O grande desafio que nós temos no século é a questão de mudanças climáticas, e nós conseguimos conciliar uma coisa que é aparentemente paradoxal. Nós temos, por exemplo, um aumento gradual no consumo de energia per capita no mundo. Então, o nosso centro, com o apoio da Fapesp e a Shell, tem como principal visão para os próximos anos o gás natural.

Instalação de uma planta com capacidade de produzir 5 milhões de metros cúbicos de biometano por ano, por meio da purificação de biogás gerado a partir da vinhaça – Foto: Divulgação / GasBrasiliano

Meneghini explica que a diferença entre gás natural e biogás está na produção: o primeiro é produzido junto com o petróleo; já o segundo pode ser produzido através de matéria orgânica, como o lixo, de onde pode-se produzir o biometano. E fala sobre a importância dessas fontes de energia. “Nós não precisaríamos importar gás da Bolívia se o gás natural do pré-sal estivesse sendo utilizado. Isso seria um ganho enorme, pois o diesel é feito em refinarias ao longo da costa do Brasil, e depois é transportado para o interior, através de caminhões para movimentar máquinas colhedoras e fazer transporte dos grãos. Se o gás natural fosse produzido lá, aumentaria ainda mais a competitividade da agricultura brasileira; nas cidades, se ao invés do óleo diesel, tivéssemos gás natural movendo os ônibus, teríamos um ganho enorme na questão da saúde, por exemplo. Não é só na questão climática que essas inovações e estudos atuam.”

Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93,7, em Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

 

  • 26
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados