Barriga solidária deve ser voluntária e precisa de indicação médica

O procedimento é esperança para mulheres sem útero, casais homoafetivos e pessoas solteiras que desejam ter filhos

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Gerar bebê de outras pessoas com fertilização in vitro é muito comum nas novelas e filmes. As chamadas barrigas solidárias devolvem a esperança para casais que sonham em ter um filho, mas não podem.

Apesar de ser conhecido como barriga de aluguel, esse não é o termo correto. Porque para o Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamenta o procedimento, o ato deve ser voluntário e não pode ter caráter comercial.

Além disso, o professor Rui Ferriani, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP), conta que casos como esses precisam de indicação médica – por exemplo, quando a mulher não tem útero, casais homoafetivos ou pessoa solteira.

Ele alerta que os cuidados são necessários pelos potenciais de complicação emocional para o procedimento. “É preciso uma avaliação médica e psicológica envolvendo os parceiros”, afirma.

Por Giovanna Grepi

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