Balizas institucionais para sustentabilidade nascem na academia

Especialista explica que as políticas públicas devem valorizar relação entre sustentabilidade e inovação

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O Momento USP Inovação desta semana, com Verônica Lopes, da Agência USP de Inovação (Auspin), apresentou as balizas institucionais para a sustentabilidade. Alexandre Igari, coordenador de Políticas Públicas e Sustentabilidade da Auspin, vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e docente e membro da Comissão Coordenadora do Bacharelado em Gestão Ambiental da EACH, explicou a relação entre política pública e sustentabilidade.

“O foco da Auspin sempre foi empreendedorismo e inovação. Nem sempre é suficiente ser inovador para ser empreendedor e nem ser empreendedor para ser inovador”, explica. Segundo o professor, a Agência USP de Inovação tem direcionado seus esforços para ligar inovação e geração de novos empreendimentos, o que é um fator importante para a economia.

A Auspin busca subsídios para políticas públicas que selecionem melhor e valorizem mais a relação entre sustentabilidade e inovação. Um exemplo recente e claro disso foi a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que demorou 20 anos para se consolidar. E, sem essa baliza, as empresas de reciclagens não são valorizadas e limita-se muito a viabilidade econômica de empresas que fazem extração de metais preciosos de eletroeletrônicos. A contribuição da agência é buscar conhecimento nas ciências sociais para fomentar essas balizas institucionais.

A criação de políticas públicas é a baliza institucional mais concreta na sociedade, mas não é só isso. Existem normas de conduta. Por exemplo, hoje, se um pai joga papel para fora da janela, toma bronca dos filhos, o que é um novo comportamento. Outro exemplo é a formalização da união homoafetiva. Quando a sociedade muda, gera-se uma conduta não formal, que em seguida é formalizada.

O especialista comenta as ações da Auspin, que vem buscando parcerias. Nesta semana, foi aprovada no Instituto de Biociências (IB) da USP uma iniciativa que se chama Evidência. A intenção é buscar evidências científicas para fundamentar políticas públicas. Isso é importante porque ainda há incerteza sobre quais são os máximos ambientais aceitáveis. Alguns estão consolidados, como as mudanças climáticas. Mas há a necessidade de se explorar limites sociais (bem-estar social, educação e saúde) e ambientais (uso de água, produção de gases de efeito estufa, uso da terra) dos novos empreendimentos. Portanto, é necessário que se tenha fundamentação científica tanto das ciências sociais quanto das naturais.

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