Aumento no uso de computadores facilita ataques virtuais, mesmo com medidas de segurança

Segundo Marcos Simplício, devido à automação digital, é natural que o aumento desse tipo de ataque cresça junto, mas é necessário que a atenção para a segurança dos sistemas acompanhe esse crescimento

 15/10/2021 - Publicado há 2 meses

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“Se temos computadores, temos potencial para ataques contra sistemas de computadores”, afirma o professor Marcos Simplício  Foto: ANSES via Flickr – CC – Foto: Pixabay
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Com o aumento do uso de computadores, ataques virtuais que visam a extorquir empresas tornam-se cada vez mais comuns. Esses ataques trazem à tona a necessidade de medidas de seguranças que consigam prevenir que vulnerabilidades possam ser utilizadas para ataques. Atualmente, qualquer empresa pode ser alvo de ataque, independentemente de seu tamanho ou de sua especialidade, sendo o único critério para a invasão a facilidade de acesso.

“Se temos computadores, temos potencial para ataques contra sistemas de computadores”, contou ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição o professor Marcos Simplício, do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP. De acordo com ele, devido à automação digital, é natural que o aumento desse tipo de ataque cresça junto. No entanto, é necessário que a atenção para a segurança dos sistemas acompanhe esse crescimento.

Segundo Simplício, existe uma pluralidade de tipos de ataques que podem ser realizados por hackers para alcançar seus objetivos. Ele cita como exemplo o uso de ransomware, softwares que “sequestram” os dados de um computador, como forma de solicitar resgate caso o usuário queira ter seus arquivos de volta. “Qualquer coisa que subverta o funcionamento do sistema vai conseguir informação privilegiada enquanto o sistema está em operação; dependendo do que for o sistema, qualquer  informação que seja sigilosa, que possa ser roubada, é interessante”, afirma Simplício.

Atualmente, boa parte dos ataques é realizada por ferramentas automáticas, que buscam computadores com brechas de seguranças que possam ser exploradas. Ataques com alvos definidos tendem a mirar em vítimas cujo funcionamento não pode ser interrompido, como empresas de infraestrutura, como transporte e energia elétrica, e sites de consumo, que tendem a ter pouca segurança e um grande banco de dados. “A tarefa de quem defende é complicada. A gente tem que fechar todas as portas. Enquanto para o atacante, basta uma brecha que ele consegue aproveitar-se”, conclui Simplício.


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