Ambiente úmido da Amazônia não favorece incêndios naturais

Para biólogo, as queimadas na floresta amazônica são sempre criminosas

O programa Ambiente É o Meio desta quarta-feira, 25 de setembro, conversou com o biólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Serviços Ambientais da Amazônia (INCT-SERVAMB), Lucas Ferrante de Faria, sobre as queimadas na Amazônia. 

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que, neste ano, a floresta atingiu o maior marco de focos de incêndios desde 2010; incêndios que, segundo Faria, “são sempre criminosos”.

O biólogo explica que a Amazônia é um ambiente úmido que não possibilita que queimadas ocorram de forma natural. Conta que grande parte dos incêndios está atrelada ao desmatamento e a limpeza dos locais desflorestados para a criação de pastagens. São crimes ambientais, contudo, que “não se limitam apenas aos incêndios”. O pesquisador comenta que terras indígenas são invadidas por garimpeiros que ameaçam matar todas as crianças nativas, caso os índios intentem reaver as terras.

Ambiente É o Meio é uma produção da Rádio USP Ribeirão Preto em parceria com professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Programa USP Recicla da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Sintonize Ambiente É o Meio em 107,9 MHz na Rádio USP Ribeirão ou em 93,7 MHz na Rádio USP São Paulo todas as quartas-feiras a partir das 13 horas. Reprise aos domingos, às 17h30, nas duas emissoras. 

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