Brasileiros precisam conciliar vida familiar com o trabalho

Professora da USP afirma que há leis sólidas nesse aspecto mas que precisam ser cumpridas

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Em matéria da Rádio USP, Ana Cristina Limongi fala sobre as condições e os desafios que os brasileiros enfrentam na questão trabalhista.

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Parque Villa Lobos - Foto: Divulgação/Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo
Parque Villa Lobos – Foto: Divulgação/Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo

Conciliar a vivência familiar com o trabalho não é uma tarefa fácil. Ana Cristina Limongi, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e líder do grupo de Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho, afirma que o tempo que o brasileiro tem para passar com a família ainda é um assunto complexo a ser discutido. “Isso acontece porque, teoricamente, temos uma carga horária de trabalho maior do que a média mundial. Então depende muito do tipo de negócio e do perfil dos líderes para que os empregados tenham tempo com a família.”

De acordo com Ana Cristina, o Brasil tem políticas sólidas que apoiam os trabalhadores quando eles precisam cuidar dos filhos. “Nós temos na legislação falta e licença justificada por questões familiares e para cuidar de alguém da família. Os pais que têm filhos com problemas podem solicitar para sair mais cedo, ou  para amamentar.”

Em lei aprovada pelo Senado, em março de 2016, foi decidido que mães e pais têm o direito de faltar ao trabalho um dia por ano para levar os filhos de até seis anos em consulta médica sem sofrer perda de salário. Essa lei, nº 13.257/16, também ampliou a licença-paternidade, de cinco para 20 dias, para os trabalhadores de empresas inscritas no Programa Empresa-Cidadã e assegurou que os empregados também possam faltar até dois dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante a gravidez da esposa.

De acordo com a professora, essa lei burocratiza algo que já acontece na prática. “É quase estranho porque ninguém vai levar o filho para o médico apenas um dia”, diz Ana Cristina. A professora afirma que a ideia é “cuidar do filho sem que a empresa pague a conta” e isso precisa ser discutido. “A questão de quem vai pagar a conta da maternidade e da paternidade é complexa porque quando o funcionário não está trabalhando o empregador está doando as horas de trabalho para que o funcionário cuide do filho.”

 

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