Talentos da física brasileira são desperdiçados

Baixa perspectiva do mercado de trabalho no País leva estudantes de física promissores a carreiras diversas

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Airton Deppman, professor associado do Instituto de Física da USP, fala dos bons resultados que as equipes brasileiras têm alcançado em olimpíadas internacionais de física.  Para Deppman, as etapas de seleção dos candidatos têm sido aprimoradas, o que reflete em desempenhos melhores do Brasil.  O professor lamenta que esses jovens não representem a média das escolas brasileiras, que é muito baixa. Ele ressalta, no entanto, que essas competições mostram como um pouco de apoio e um ensino de boa qualidade conferem aos estudantes do País condições para competir com os melhores do mundo.

Foto: OBF Bahia via Flickr – CC

Apesar de a maioria dos estudantes que conseguem se classificar para as competições internacionais ser de escolas técnicas federais e escolas militares, que são exceções entre escolas públicas, Airton Deppman enfatiza que não se trata de eventos elitistas, porque as instituições que participam vão procurar estudantes em qualquer lugar do País e oferecem bolsas integrais para que os alunos que se destacam possam ter um ensino do mais alto nível.  Sobre o panorama da área de física no Brasil, Deppman critica a carência de professores de ensino médio e as perspectivas restritas do mercado de trabalho em geral. O professor defende que o Brasil deveria investir mais em tecnologia, campo em que os físicos teriam muito a contribuir.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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