Ataque de forças ocidentais à Síria aumenta tensão na região

O ataque foi apenas simbólico, não significando o início de uma operação para a derrubada do governo sírio

Em sua coluna semanal para a Rádio USP, o embaixador Rubens Barbosa fala sobre os últimos acontecimentos na Síria, que trouxeram ainda mais instabilidade para uma já conflagrada região. A coalizão EUA/França/Reino Unido atacou três instalações de pesquisa e de armazenamento de armas químicas, ação que teria sido provocada como retaliação pelo uso de gás contra a população civil síria pelo governo de Bashar al-Assad, na semana passada. “Esse é mais um exemplo da incerteza e da insegurança global, e não houve uma investigação independente para comprovar que foi a Síria a autora desse atentado”, diz o colunista.

O Conselho de Segurança da ONU não foi consultado nem autorizou o ataque, que representou apenas um ato simbólico, não significando o início de uma operação das forças ocidentais para a derrubada do governo sírio. Seja como for, a guerra civil na Síria já dura sete anos e tem servido para aumentar a tensão entre EUA, Rússia e China. Apesar disso, Rubens Barbosa não acredita numa escalada militar de grande porte na região.

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