Arborização urbana não pode prescindir de vontade política

Além disso, orçamento e preparo técnico também são necessários para criar espaços verdes nas grandes cidades

Arborização nas ruas – Foto: Fátima Nascimento/Flickr-cc

Quando se fala em arborização urbana na capital, sempre é preciso levar em conta as diferenças que uma grande metrópole como São Paulo. O professor Vladimir Bartalini, da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), diz que existem regiões muito bem arborizadas e bem cuidadas na cidade, convivendo com outras que “ou não estão arborizadas ou não estão adequadamente arborizadas e não têm cuidados”, o que já denota um certo problema na questão do verde urbano, que pede por um tratamento equânime, ou seja, não se deve privilegiar alguns espaços em detrimento de outros.

Por outro lado, como observa Bartalini, sempre é possível aumentar o verde na cidade, desde que haja espaço disponível para isso, o que não parece ser um grande problema numa cidade como São Paulo. A dica é aproveitar locais como terrenos baldios e públicos. “É questão de ver as oportunidades que a cidade apresenta para achar espaços para o plantio”, mas com o cuidado de verificar a vegetação adequada para cada local. Também não se pode esquecer que a árvore é um ser vivo e que, como tal, está sujeita a ciclos de vida e morte, assim como está exposta a outros riscos, como doenças e acidentes.

Um outro problema, revela o professor da FAU, é que, em São Paulo, as podas enfraquecem as árvores, tornando-as instáveis. Por conta disso, a manutenção sempre se faz necessária e deve ser constante. De resto, é necessário saber conviver com a vegetação que nos rodeia e ter em mente que, no que se refere à arborização urbana, além de orçamento e preparo técnico a vontade política pode fazer toda a diferença.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da matéria.

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