Aplicativo criado pela prefeitura de São Paulo gera reclamações

Agilidade em gerar solicitação de algum serviço cria expectativa de solução rápida por parte do governo, e ela não se confirma

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jorusp

Recentemente, a Prefeitura de São Paulo disponibilizou o aplicativo SP156 para facilitar a comunicação entre os cidadãos e a prefeitura. Com ele, as pessoas podem informar problemas e solicitação de serviços, fazer reclamações e apresentar denúncias. O Ambiente é Nosso Meio desta semana, com Pedro Luiz Côrtes, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP e do Projeto Temático Fapesp – Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista, examina qual a repercussão dessa iniciativa.

Côrtes explica que o SP156 segue uma tendência de governo digital e disponibiliza uma série de serviços para o cidadão. Ele tem como objetivo aproximar as pessoas da gestão pública, facilitando a solicitação de serviços. Entre as possíveis solicitações se encontram limpeza de bueiros, remoção de grandes objetos, capinação em praças e canteiros centrais, remoção de entulho, instalação de lixeiras, etc.

Foto: Reprodução

Uma nova versão do aplicativo foi disponibilizada no final de maio, e o que tem chamado a atenção são as reclamações. Elas surgem principalmente em relação das dificuldades de se fazer cadastro e login, e pela demora da prefeitura. O uso de um aplicativo cria a expectativa de que a prefeitura resolverá rapidamente os problemas, mas isso nem sempre acontece.

A prefeitura tem em cada usuário do aplicativo uma espécie de fiscal da sociedade, pois, em uma cidade com as dimensões de São Paulo, seria impossível acompanhar todos os problemas. No entanto, se ela não tiver agilidade em responder às demandas, as pessoas criarão descrença sobre o método e deixarão de utilizar o aplicativo.

No âmbito ambiental, Cortês explica que uma função importante do aplicativo é o pedido de remoção de grandes objetos. Normalmente, uma pessoa faz o pedido para ser retirado algum objeto, mas ele acaba sendo descartado pelo catador em outro lugar da mesma forma. A solução do aplicativo envolve cooperativas de catadores, que cobrarão pelo serviço, mas o descarte em “pontos viciados” da cidade, onde já se encontra comumente acúmulo de entulho, será evitado.


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