Apesar de rara, febre-maculosa apresenta alta taxa de mortalidade

A doença transmitida por carrapatos tende a crescer nos meses mais frios do ano e exige tratamento específico

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Em 2017, já houve 4 casos de febre maculosa em Piracicaba, resultando em 2 mortes. A doença, transmitida pelo carrapato-estrela, tende a ressurgir nos meses mais frios ano. Como explica Marcelo Bahia Labruna, professor associado da USP na área de Medicina Veterinária, com ênfase em doenças parasitárias de animais, em especial transmitidas por carrapatos, a febre-maculosa é sazonal e acompanha os ciclos populacionais de carrapatos-estrela jovens. Como nos meses de inverno e outono o número de aracnídeos aumenta, há mais manifestações da doença naturalmente, esclarece o especialista.

Foto: CDC/ Dr. Christopher Paddock/ James Gathany via Wikimedia Commons

Labruna aponta a alta letalidade da febre-maculosa, que chega à 60% no estado de São Paulo, mas ressalva que se trata de uma doença rara, pois menos de 1% da população de carrapatos é infectada pala bactéria e, para que ocorra a transmissão, o aracnídeo precisa ficar preso à pele por pelo menos dez horas.

O professor ressalta que, se o indivíduo que apresenta febre e dores no corpo esteve em contato com carrapatos nos últimos dez dias, é importante relatar no atendimento médico, uma vez que a mortalidade da febre-maculosa é alta e o tratamento utiliza antibióticos específicos. Além disso, para se prevenir, Labruna recomenda evitar áreas onde há carrapatos e se atentar com animais domésticos, que podem trazê-los para dentro de casa.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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