Antidepressivos não criam estado de felicidade

Esses medicamentos apenas proporcionam remissão dos sintomas da depressão

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Esta edição do boletim Pílula Farmacêutica explica o que são e como funcionam os medicamentos antidepressivos usados para tratar transtornos  mentais, como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, entre outros.

A função desses remédios é normalizar o fluxo de neurotransmissores, moléculas responsáveis pelo impulso nervoso de um neurônio para o outro. Os neurotransmissores saem de um neurônio, atravessam a sinapse, espaço entre dois neurônios, e ativam os receptores do neurônio seguinte. Os neurotransmissores mais importantes são: serotonina, noradrenalina, dopamina, acetilcolina, glutamato e Gaba.

Antidepressivos não curam a depressão ou qualquer outro transtorno mental, apenas proporcionam a remissão completa dos sintomas, isto é, mantêm a depressão controlada. Isso não quer dizer que um paciente depressivo terá que utilizar esses medicamentos pelo resto de sua vida, mas sim que o tratamento é crônico, podendo demorar algum tempo até que o paciente tenha equilíbrio o suficiente para não precisar mais do remédio.

É importante lembrar que os antidepressivos não são “pílulas da felicidade”. Eles não criam felicidade para os pacientes e também não têm efeito positivo em pessoas não depressivas. Seu efeito é simplesmente regular as reações químicas que acontecem no cérebro, fazendo com que as sinapses funcionem adequadamente, auxiliando para que a pessoa tenha uma vida mais equilibrada.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana.

Ouça acima, na íntegra, o boletim Pílula Farmacêutica.

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