Ambiente computacional seguro é aquele em que nada acontece

De acordo com Luli Radfahrer, os computadores estão cada vez mais ricos e integrados, mesmo assim são passíveis de problemas

Na edição de hoje, o professor Luli Radfahrer fala sobre as falhas sistêmicas dos computadores. Ele cita como exemplo a impressora, que, quando “dá pau”, é porque ela tem um monte de comandos digitais e físicos, com diversas interações e, se uma delas trava, ocorre o problema.

Todo sistema operacional do celular tem mais de 1 milhão de linhas de códigos. Se alguma delas reagir com outra coisa, é possível ter um problema de difícil resolução. O pior que pode acontecer é seu telefone não funcionar mais. “No entanto, e se for o marca-passo que encrenca com a catraca do Metrô e você tem um infarto, mas ninguém entende o porquê ?”, indaga Radfahrer.

O professor explica que, devido aos elementos computacionais serem em muita quantidade, é difícil prever algo que não existe. “A única maneira de ter um ambiente seguro e controlado é aquele em que nada acontece. Na computação, como os ambientes estão cada vez mais ricos e integrados, a chance de acontecer algo é pequena, mas quando acontece assusta todo mundo”, analisa.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Datacracia.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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